quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Cenário promete surpreender o público

Matéria publicada no Press Kit do evento Encenação da Fundação da Vila de São Vicente 2010


A América e a Europa tornam-se personagens principais, representadas por esculturas que chegam a medir um pouco mais do que três metros de altura. Essa é uma das novidades que a equipe de direção de arte traz para a encenação da Fundação da Vila de São Vicente 2010. O espetáculo, com início no dia 18, promete muita emoção para seus espectadores.
O cenógrafo Marcelo Blanco, que trabalha há sete anos no espetáculo, conta que teve muita liberdade poética para fazer uma leitura bastante lúdica da chegada de Martim Afonso em terras tupiniquins. “O trabalho exige muita paciência, mas a gente faz o que gosta”.
Os continentes americano e europeu são como os protagonistas da história e o que mostra essa proposta são os 14 elementos cênicos móveis, feitos com isopor. Essas esculturas intencionam peças de xadrez e serão empurradas pelos atores por uma passarela. Sete delas representarão o séquito americano, com referências dos povos maias, incas e astecas, além do povo indígena brasileiro. As outras sete representarão o europeu, que tem intenção gótica, com gárgulas e torres.
Blanco explica que todas as peças foram pensadas a partir do roteiro vencedor do Concurso Nacional de Dramaturgia - Prêmio Ronaldo Frutuoso. O cenógrafo Rogério Falcão e o diretor Roberto Marchese ilustraram a trama e a equipe de Blanco, composta por sete ajudantes, entre artistas plásticos, artesãos e o mestre escultor Ginez Munhoz, tirou do papel. Os trabalhos já estão em fase de acabamento.
De acordo com a equipe, é necessário um dia inteiro para confeccionar apenas duas esculturas, que chegam a ter 3,2m de altura - as menores medem 2,5m. Cada peça usa, aproximadamente, 20 blocos de isopor. Para pintá-las, os artistas trabalham com a técnica de aerografia – prática que consiste em executar a pintura com um instrumento que opera por meio da pressão de ar, criando jatos de tinta.
Apesar do roteiro novo, explica Blanco, há um fio condutor histórico do qual não se pode sair. Por isso, alguns elementos cenográficos das edições anteriores foram restaurados para serem usados este ano, como lanças, arcos, entre outras peças mais simples.

MARCELO BLANCO – Artista plástico, Blanco é formado há 12 anos pela Escola de Belas Artes de Barcelona, na Espanha.